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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Paradise

 

Olha, lá vai uma lebre!...

Ou será um dinossauro?

Ou um leão mais um dragão?

Ou será um cavalo-marinho
mais seu amigo camaleão?

🙂



Image: 'Paradise' Sky in https://flic.kr/p/2rTRjsN

sábado, 31 de dezembro de 2022

Um Dois Três...


E lá vem o Novo outra vez!

 

Que seja muito Azul, muito verde, 

muito branco, dourado...

 

E que lá do alto a gente possa mirar 

novos e bons trilhos para andar!

 

Com vistas desafogadas,

autênticas, naturais!

 

Respirar.


E sempre com muita saúde, sorte, prosperidade

E Paz.


Imagem: "Storks1" in  https://flic.kr/p/2o8NzJA  


Imagem: "Storks2" in https://flic.kr/p/2o8QNo8

Imagem: "Storks3" in https://flic.kr/p/2o8QNqx 

Bom Ano!

Abraço 🤗 Maria

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Por campos e caminhos de Espiga!...

 

Em Dia de Espiga acalorado,
fomos cumprir a tradição,
um raminho de flores campestres,
para todos com coração!

 

 

My bunch of wildflowers... 
(In https://flic.kr/p/2nod9ms)

 

👣 

Procurando as flores de maio,
por campos e caminhos andámos,
e com jeito e ensaio,
a "pôr-as-palavras-a-andar"
os raminhos compusemos:

 

Com muita oliveira,
regados a alecrim,
papoilas, malmequeres 
trigo e videira...
E outras plantas afins!

 

 E aqui os viemos partilhar!
Para trigar em cada lar
E nunca o alimento faltar!

E desejar que não falte também:
Paz, Saúde, Alegria,
Ouro e Prata, a ninguém!
Amor e Vida, a todos,
a cada família de alguém!

 

Our bunch of flowers
 (In https://flic.kr/p/2noeYCi)

 

 

Até à próxima Espiga!

Abraço 🤗 Maria  

 

 

Mais: 

Dia da Espiga - Aos Autores Desconhecidos
 
Day of the Ear of Grains (Dia da Espiga) – tradition - My Memories of Portugal:
 
"Ascension Thursday..." (in 2022 it falls on May 26)... "is a catholic religious day that is celebrated throughout Portugal with local traditions.  It always falls on a Thursday about 40 days after Easter Sunday.  It is also known as the Thursday of the Ear (or stalk)  of Grains (usually wheat).  Early in the morning young boys and girls go into the  fields to pick the wheat stalks and other wild flowers.  They put together a bunch of flowers with the ear of wheat, branches of olive trees, marigolds and poppy flowers.  This bunch may also include ears of rye and barley, oats, rosemary and daisies. On this day they hang this bunch of flowers behind the door to be replaced the following year.
Each plant symbolizes a wish: The Ear of Cereal – may there always be bread  (meaning always food in each home). The Olive branch – may there be Peace  and Divine Light (note that the Peace Dove carries an olive tree branch and in the old days people used to get light from oil lamps). The Flowers – may there be happiness and joy (symbolized by the bright colors of the flowers: marigold represents gold and silver; poppy represents love  and a long life and rosemary represents health and strength).

In stormy days people would burn a little bit of the branches in their fireplaces to keep the lightning away.

This is a tradition mostly from the center and south of Portugal.  It has possibly a mixed religious and pagan origin.  Religious:  The May Blessings to the first fruits of the year.  Pagan:  Traditions connected to the celebrations to the goddess Flora-Festival of the Maias and Maios, which I may address in a separate post.

Nowadays in the large cities this tradition is not followed anymore as it is unlikely one can find fields of wheat or other cereals.

I do remember this day being celebrated with a modified tradition- bread freshly baked on this particular day is kept in a cloth bag and hidden in a dark cupboard.  The following year that bread is eaten and replaced with new bread.  The amazing thing is that this bread after one year is hard but has no mold.  I remember my family doing this every year and I tried it several times with bread from other days and after a few days it would mold, but bread made on this particular day never did.

So may you all have a wonderful Thursday tomorrow, with peace, light, food, joy and abundance!"

Thank you 🙏 Memories of Portugal!

 

 

 

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Por caminhos de medos, raminhos e reis...

Fomos à arriba da Costa
neste Domingo de Ramos
visitar os coloridos raminhos
os seus verdes e belos trilhos
e pacíficos azuis mares chãos...

Entrei pela Mata dos Medos
a lembrar mêdos e tempestades
e após alguns passos pude ver
que estes médos são antes
dunas de areia que o vento
deixou nas encostas litorais.

Das arribas ao Cristo Rei,
deixando os medinhos atrás,
foram mais uns passinhos
até avistar o Tejo
e, de alma meio cheia,
respirar agora mais!...



Um abraço, Maria



   Adobe Creative Cloud Express



* MEDO (pronúncia "médo"). Duna ou monte de areia, geralmente formado pelo vento, nas zonas litorais. Derivação regressiva de médão. Não está relacionada com o medo (temor, receio; pronúncia "mêdo"). (Francisco Santos in Gentes de Almada no fb)

 

 

Mais:

 Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica

Cristo Rei

  

sábado, 31 de outubro de 2020

Entre Luas...

 Do you see

the Blue Moon

olive tree?

 

Imagem: "Blue Moon" in https://flic.kr/p/2k1Qwve

 
Do you see

the Blue Moon

"Cactaceae"?

 

Imagem: "Blue Moon" in https://flic.kr/p/2k1PY49


Do you see

all

 

Imagem: "Lua Cheia de outubro", Portugal, 2020.


And the color 

of sunset sky?

 

Imagem: "Sunset sky" in https://flic.kr/p/2k1Rf9E

 

Então

a viagem

vai começar... 


Esta Lua de outubro
Cheia, Azul, rosa...
Nasceu ainda agora
nas palmas, nos olivais...
É mágica, é feiticeira!
Nasceu em viagem
e já mora
no alto do céu
que o sol pintou para ela...

 

 

Mais:

Dizem que é uma Lua Azul

porque é duas vezes Cheia no mês.

Dizem que é a Lua da recolha,

do acolhimento, do regresso a "casa",

da partilha, da travessia, 

da longa viagem...

 

E esta lua está aí

iluminando a nossa passagem!

 

Um abraço, 

Maria

 

 

terça-feira, 9 de junho de 2020

Vivam! A penas...

"Vivam, apenas

Sejam bons como o sol.
Livres como o vento.
Naturais como as fontes.

Imitem as árvores dos caminhos
que dão flores e frutos
sem complicações.

Mas não queiram convencer os cardos
e transformar os espinhos
em rosas e canções.

E principalmente não pensem na morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
que só são belos
quando se desenham na terra em flores.

Vivam, apenas.
A morte é para os mortos!"

(José Gomes Ferreira - Vivam Apenas)

 Fotos: Praia Fluvial de Fróia. Sobreira Formosa, Proença-a-Nova, Portugal.

Que a nossa jornada
não seja apressada!
Que seja formosa,
plena...

E que valha a pena
_/\_

Um abraço, Maria

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Natal

 "Natal

    Já não sei dizer Natal como sabia,

    quando meu Natal, em minha aldeia,

    era um presépio de musgo e de areia

    e um menino adorando o Deus menino.

    A família inteira, sentada ao borralho,

    fazendo horas para a missa do galo

    nessa noite fria cujo fogo nos aquecia

    e nos dava alento para o ano inteiro.

    Vou reaprender a dizer Natal, este Natal,

    para que possa voltar a ser

    alma de pássaro criança,

    nestas memórias de infância.

    Para que Deus me dê

    nova estrela de Belém

    que nos leve ao mais além.

    Mas serão precisos muitos desses dias

    para que, mais uma vez, possa nascer,

    em figura humana, o meu Messias."
    
José Adelino Maltez (2002). Sphera, Spera, Sperança. Editora Sopa de Letras.

Imagem: "Natal". Beira, Região Centro; Portugal. 2018.

Em Terras de Xisto distantes,
no coração de Portugal,
vagueiam gentes, dores, passos e memórias
próximas de nós.
Lá, nessas terras, ainda há Natividade, Infância...
Ainda há verde, vida, branco...
ainda há Natal, ainda há esperança.

Bom Natal
_/\_
abraço, Maria

domingo, 23 de abril de 2017

Terra-Mar...


Celebrando o Dia da Mãe Terra,
lembramos o que um dia
Sir Arthur C. Clarke
disse dela:
"Quão inapropriado chamar Terra a este planeta, quando é evidente que deveria chamar-se Oceano"

Sim, Sir Arthur... 
porque será que chamamos Terra ao nosso lar?
Talvez porque há muitas, muitas eras atrás, 
aprendemos a caminhar... 
e esquecemo-nos que antes 
só sabíamos nadar... 

Neste abril de ar sufocante e quente
fomos ao encontro da Terra-Mar,
aquela que fica numa Arrábida temperada,
serra vigilante,  a orar.

E nela, do cimo da serra, 
avistámos David e What a Wonderful World!...
"as árvores verdes,
os céus tão azuis, 
e também as nuvens tão brancas"
o mar e as cores,
as torres e vigias, 
o Forte, os Monges e o Convento, 
as flores e os licores,
e "os rostos das pessoas que se vão"...

Imagem: "Serra da Arrábida" (1). Setúbal, Portugal; Abril 2017.

E de Sebastião, que aqui viveu, 
da Gama, ouvimos murmurar-nos
o "Itinerário" da sua "Serra-Mãe":
"É só por mim é que eu vou
e as bermas do meu caminho
são as passadas que dou.
E não me digam que não,
que eu não me importo de ir só;
minha Esperança, na minha
voz comovida espelhada,
sabe encher a solidão
das curvas mudas da estrada."

Imagem: "Serra da Arrábida" (2). Setúbal, Portugal; Abril 2017.

E andando à beira serra,
ainda mais para trás..., 
recordamos a Terra
talvez como ela era
há tantas e tantas eras,
caminhando no silêncio, solidão,
uma lanterna, procurando a paz.

Imagem: "Serra da Arrábida" (3). Setúbal, Portugal; Abril 2017.

Entre trilhos e fendas,
subindo, descendo,
a vida crescendo dentro.
E no fundo, cá em baixo,
em profundas águas tranquilas, transparentes,
dos recantos, nas baías protegidas, 
do mar azul e calmo,
deslizando branco sai,
tocando leve a imensidão,
o barquinho sereno vai.


Imagem: "Serra da Arrábida" (4). Setúbal, Portugal; Abril 2017.

Pontinho branco,
lembrando aquele outro "pálido ponto azul"
em Carl que tanto amou, a Terra. 
 
 What a Wonderful World!
We see... and you?

Gratidão por toda esta jornada, Terra... Serra... Mar...!
Um abraço, Maria

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Passar. Devagar, devagarinho...



Nasceram aqui, à beira da estrada,
e assim, juntinhas, quiseram ficar.
Para abraçar quem por aqui passar
e lembrar de sempre voltar.


Há estradas assim... na vida.
A gente vai sem saber se volta
ou se há volta a dar para voltar
ou se, na volta, há novo ir, ficar, lugar.

São duas? Não... são mais!...
Com todo o vagar para abraçar.
Ao passar, há que ser passarinho,
pousar, dar, apreciar, agradecer,
e seguir, devagar, devagarinho...

Um abraço,
\o/
Maria

Foto: "The Cool Hunter" in ALENTEJO SEMPRE
"A dois minutos da minha aldeia, entre Santa Luzia e Garvão... Um belo arco vegetal, quebrando a monotonia da Paisagem!"
(Felismina Costa, 29/06/2016)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Pelos céus de junho...


Olá :)

Imagem: "20616-6464: Solstice Full Moon." Jun.20, 2016; Portugal. (In June Sky 2016/https://flic.kr/s/aHskCC4LnC)
 
Andámos pelos céus de junho,
E também por Terra-Mar!

E quando o Solstício chegar,
Não esquecer de saiar!
Com a Lua Cheia no céu,
mais o Sol, bailar, bailar...

E na nova estação entrar.

Bom Solstício,
De Verão ou de Inverno!
Boa mudança de estação,
esteja em que hemisfério estiver.

_/\_


Imagem: "Sunset Solstice" (1). Portugal.

  Abraço a todos 
\o/

Imagem: "Sunset Solstice" (2). Portugal.

Maria 
(20-06-2016)
Mais:
Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) Solstício de Verão
Observatório Astronómico de Santana, Açores (OASA): Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, "o hemisfério Norte entra na estação do Verão hoje às 23h34 (hora legal de Portugal Continental)", enquanto o hemisfério Sul dá as boas-vindas ao Inverno.
"Nessa hora ocorrerá o Solstício – o ponto em que o Sol estará mais a Norte do Equador Celeste. Por isso, é o dia em que, ao meio-dia solar, a nossa estrela atinge o ponto mais alto no céu, passando mais tempo acima do horizonte, o que faz com que este seja o dia mais longo do ano."
Já no hemisfério Sul, a noite será a mais longa do ano. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Por portas de flores



Há portas assim...
que se abrem sem fim,
para campos floridos de fevereiro,
que poderiam ser de janeiro, de março, abril e maio também...
 
Onde brancas borboletas pacíficas brincam com as cores,
bebendo o néctar das flores.
E graciosas mariposas voam ao anoitecer,
por caminhos e rios de luz,
tecendo montanhas de fios até adormecer...

Entrem,
experimentem percorrer :)


Imagem: Campos de fevereiro (1). Fev. 2016, Portugal.



Imagem: Campos de fevereiro (2). Fev. 2016, Portugal.

Imagem: Campos de fevereiro (3). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (4). Fev. 2016, Portugal.



Imagem: Campos de fevereiro (5). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (6). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (7). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (8). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (9). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (10). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (11). Fev. 2016, Portugal.
Até à próxima caminhada!
Maria

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Até à Lua da Viagem...


Algumas tribos nativas americanas chamam à Lua Cheia de outubro a "Lua dos Caçadores" (Full Hunter’s Moon), uma vez que ela marcava o tempo de ir caçar e recolher alimentos, preparando-se assim para o inverno do norte. Mas esta Lua Cheia de outubro também é conhecida pela "Lua da Viagem" (Travel Moon).
Aqui está a nossa, tal como a vimos nesta semana :)

Super Lua Cheia de outubro, 2015, Portugal. (1)

É a última Super Lua do ano, e convida-nos a entrarmos em viagem.
Numa longa viagem, que é "nossa"...


Super Lua Cheia de outubro, 2015, Portugal. (2)

Super Lua Cheia de outubro, 2015, Portugal. (3)
Super Lua Cheia de outubro, 2015, Portugal. (4)

Neste período, em que festejamos o Samhain, o Halloween, o Diwali, os Santórios e outras celebrações, recordemos também o seu significado e a longa viagem:

"A Festa ou festival de Samhain comemora a passagem do ano dos Celtas, de 31 de Outubro para 1 de Novembro. Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. Noite do fogo novo e da inspiração.
Celebração Celta, com grande influência na Galiza e Norte de Portugal. Nesta noite, os Celtas, povo com profundas crenças na imortalidade da alma, acreditava numa comunhão com o espírito dos seus antepassados. Na Galiza e Norte de Portugal, faziam-se fogos sagrados com ramos de sorveira brava e teixo com que se alimentavam as lareiras das casas. Também se usavam cabaças iluminadas por dentro. Vários séculos depois, esta tradição, que ainda se mantém, tem continuidade nas festas de Halloween, que se expandiram para os Estados Unidos, Canadá e Austrália, levadas pelos ingleses e irlandeses no século XIX.
Dizem que as cabaças eram colocadas nas ruas, junto às portas, para dar as boas vindas aos espíritos dos antepassados e alumiar a sua passagem, enquanto outras narrativas contam que as cabaças iluminadas serviam exactamente para o efeito contrário, isto é, para os afugentar."

Desta última interpretação até à famosa e actual "Noite das Bruxas" foi um pequeno passo... ;)

"Sobre o Fim do Ano Celta, e a Roda do Ano, a roda que representa a eternidade, o Samhain marca o fim de um ciclo, morre um ano e outro novo começa. O encontro com os antepassados, as luzes que os guiam, as lareiras que os acolhem nos seus antigos lares, onde partilhariam as suas comidas e bebidas favoritas, poderia ser um momento de comunhão, de reflexão sobre a existência, associada à morte, ao encontro, e também à renovação... ", «como com a Deusa Mãe (Natureza) que se renova a si mesma.»

Outra celebração, cheia de significado, que festeja a luz, a prosperidade, a união, é a Festa das Luzes, o Diwali, o festival religioso hindu que simboliza a vitória da luz sobre as trevas.
Na Comunidade Hindu de Portugal, quando chega o Diwali há sempre uma pausa no calendário. Este ano o Diwali acontece no próximo dia 11 de novembro.
"A Comunidade Hindu em Portugal celebra a Festa das Luzes, numa cerimónia semelhante ao Natal.
Existem várias razões para a celebração do Diwali. A narrativa mais popular é que o Diwali é baseado no épico Ramayana, que relata a história e a vida de Rama. Naquela escura noite de lua nova, os moradores de Ayodhya acolheram com alegria o regresso de Rama, Sita e Lakshmana, após a derrota do demónio Ravana. As ruas, foram decoradas com lamparinas, festejando o triunfo do bem sobre o mal.
Seguindo essa tradição, os hindus celebram o Diwali pintando Rangoli e colocando lamparinas de óleo ou Ghee (manteiga purificada) na entrada das suas casas. Rangoli caracteriza-se por uma pintura simétrica pintada no chão com pó colorido, simbolizando alegria e cor. Há também uma abundância de doces que simbolizam a doçura e o amor.
Outro significado do Diwali é que a luz espiritual interior do individuo, deve ser reflectida para o exterior. O Deus Rama é recordado como o perfeito exemplo do cumprimento do Dharma reforçando a prosperidade e a responsabilidade para com Deus.
E porque este é um momento auspicioso, família e amigos reúnem-se em suas casas para reforçar a prosperidade e a união." (Filomena Silva in Página da Comunidade Hindu de Portugal no Facebook: facebook.com/chpmandir, 30/10/2013)

Entre nós, é também por esta altura que festejamos o Dia de Todos os Santos, o São Martinho, as Descamisadas..., manifestações do "Ciclo das colheitas ou da partilha", mencionado por Moisés Espírito Santo:

"As festividades do ciclo da germinação representam uma ruptura na consciência colectiva do grupo.
Desde o princípio da floração, o grupo refaz progressivamente a sua unidade, a partir de bases novas e de novas uniões matrimoniais ou sentimentais, para se encontrar em plena harmonia no princípio das colheitas, momento a partir do qual tentará a sua sobrevivência, graças à partilha.
Deste modo, as festividades aldeãs, através da arte popular, representam o ciclo completo da vida: nascimento, morte e renascença do grupo, e que é paralelo ao trabalho agrário, de que depende a comunidade." (In Tradições de Aguim)

E por Ernesto Veiga de Oliveira e Joaquim Pais de Brito:

"Ao começo do Inverno, a construção do calendário cristão associou o Dia de Todos os Santos (dia 1) e o dia de Fieis Defuntos (dia 2).
Durante este período, as comunidades intensificam as relações dos seus membros numa auto-referência a si próprios, numa centripetria dos grupos, ao mesmo tempo que se abrem para formas diversificadas de comunicação com os seus antepassados - os mortos, aqueles que traduzem a comunidade na sua maior amplitude e na sua maior profundidade, e de certa forma dão sentido à comunicação dos vivos, por lhe devolver a identidade das suas origens, da sua inserção e da ancoragem no tempo.
Deste modo, prevaleciam as ofertas de natureza alimentar dos padrinhos para afilhados e dos afortunados ou generosos aos pobres e às crianças que, de cesta no braço ou sacola ao ombro, pediam o santoro de rua em rua, de porta em porta..." (In Doces de Festa)
 
Santórios 2014, numa aldeia de Portugal.

 Nas palavras do meu estimado Michel, que faço minhas: "São fascinantes todos estes rituais e celebrações. Há, nas nossas leituras, um impulso constante em procurar reconhecer-nos neles, onde eles existem em nós, independentemente da cultura que os enunciou. Reconhecemos neles algumas estratégias que usamos em relação aos nossos medos", desejos,  aspirações... "Ao desenhá-los, enunciá-los, contemplá-los, expô-los, "dialogamos" com eles. Ao "associar-nos" a eles, medos", desejos, aspirações... "tornam-se nossos cúmplices, e com isso algo em nós" acalma e "se tranquiliza".
É. Como se fossem memórias esquecidas, que ficaram escondidas no tempo, algures, e que suavemente vamos buscar para nos ajudar.
E é fascinante sim, olharmos com os olhos de outros povos e culturas, percebermos que partilhamos tanto com eles, e que apesar de toda a nossa evolução, continuamos com as mesmas interrogações fundamentais sobre nós e o que nos rodeia.
Quando lemos sobre eles, também nos transportamos até lá e voltamos como se nos reconhecêssemos neles. Quando vivemos as suas celebrações, costumes, que passaram de geração em geração, pela transmissão oral ou outras, vamos e voltamos, com os mesmos olhos.  ((In "À partilha e à inspiração". Train your Mind - Nature & Plus no LinkedIn, 31 de out. 2013)

Por isso, a nossa Lua Cheia de outubro é a "Lua da Viagem"!
Uma lua que vai e volta, cheia de luz, paz, prosperidade, generosidade, partilha, renovação e inspiração! Para celebrarmos quem somos, para não esquecermos o melhor de nós _/\_


E um grande Bem-Haja.
A todos,
A quem caminha, ainda, pelos Santórios
enchendo as suas sacolas com laços, raízes e tradição.
A quem dá e a quem recebe,
com generosidade e paixão.
A quem transforma a partilha,
num abraço único de harmonia, força e renovação
que enche o coração.

(In Santorios 2012)

Bom Samhain, Halloween, Diwali, Santórios... e sobretudo uma Boa Viagem  :)

Caminho, viagem.

 Um abraço a todos,
Maria

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Setembro lunar...


Em setembro veio a Super Lua Cheia,
e com ela, também, um eclipse total lunar:

A pouco e pouco, desmaiando,
vimos como se sumia no ar,
com a sombra próxima da Terra
na sua face, brilhante,
movendo-se, devagar...
 Espelhando-se nela,
conversando, redondas,
até o eclipse passar.

Que diriam uma à outra,
neste encontro de luz solar?

Pelo tom deste falar...
corando, baixinho, 
passeando toda a noite,
e toda a noite se guiando,
pelo Sol, testemunha circular.

Foi a 28, e há muito
não tinham um encontro assim!
As pessoas que sabem até dizem que
 foi no século passado, 
nesses loucos anos oitenta,
em que ainda viajávamos no tempo,
e saltávamos para a frente,
rumo ao futuro, esperançados.


Para lembrar esta Lua eclipsada de setembro,
amando a Terra em silêncio,
até 2033, 
quando as nossas memórias voltarem
a recordá-las, próximas,
nesse outro amanhã, talvez, 
de novo, mais uma vez...


Super Lua Cheia. Setembro, 27.2015.(1)

 
Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(2)

Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(3)

Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(4)

Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(5)

Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(6)


Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(7)

     

Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(8)


Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(9)



Eclipse Total da Super Lua Cheia. Setembro, 28.2015.(10)



Mais sobre o eclipse lunar total de setembro, 2015:
Observatório Astronómico de Lisboa: Eclipse Total da Super Lua

Leiam também o poema "O Eclipse", de António Nobre:

"Naquela tarde eu contemplava, ansioso,
A lua das marés:
Ia ver um fenómeno curioso,
Pela primeira vez.

Desde as sete horas que eu me achava pronto,
Pois vinha no jornal
Que se daria, às sete e meia em ponto,
O eclipse total. (...)"

Datado de 24 de Setembro de 1884, nas palavras do autor "Poesia impressionada por um eclipse, em 1884. Estava em Leça, então. Setembro, creio."
O poema tem sido investigado por diversos autores, uma vez que, naquela data exacta, não teria ocorrido um fenómeno semelhante. O eclipse total da Lua mais próximo aconteceu a 4 de Outubro de 1884.

(In
O ECLIPSE TOTAL DA LUA DE ANTÓNIO NOBRE, pp.4-14. APPA.)
E até 2033!
Abraço, Maria