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quinta-feira, 2 de maio de 2024

Na Terra da Poesia... de Maias...

 

Fomos à Terra da Poesia ver as Maias...

Giestas de luz, amarelas

florálias naturais, festivais

rituais campindo campos

Maternais, abraçando

alumiando murais...

 

Imagem: Maias, giestas amarelas... B.B., Portugal, 2024.
 

"Poesia: Terra de minha mãe

A minha relação com as terras baixas e interiores da Beira é materna, quero eu dizer: poética. A tão grande distância do tempo em que ali vivi os primeiros oito anos da minha vida, o rosto de minha mãe confunde-se com a cor doirada do restolho e daquela terra obscura onde emergem uns penedinhos com giestas à roda, e alguns sobreiros de passo largo a caminho do Alentejo..."

Eugénio de Andrade, PROSA. (Assírio & Alvim, 1ª edição: maio de 2022, p.148)

 

Imagem: Maias murais :), B.B., Portugal, 2024.

"A Folha na Festa
Esta flor/Não é da floresta.
Esta flor é da festa
Esta é a flor da giesta.
É a festa da flor
E a flor está na festa.
(E esta folha?
Que folha é esta)
Esta folha não é da giesta.
Não é folha de flor.
Mas está na festa.
Na festa da flor
Na flor da giesta."
Cecília Meireles

 

📌 Mais:
Giestas em música...

"De entre a paz que há na terra
Quando a noite flutua
Brilha a giesta da serra
À luz branca da lua..."

 

Muita luz, energia e Maias floridas

🙏

Abraços, Maria

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Passar. Devagar, devagarinho...



Nasceram aqui, à beira da estrada,
e assim, juntinhas, quiseram ficar.
Para abraçar quem por aqui passar
e lembrar de sempre voltar.


Há estradas assim... na vida.
A gente vai sem saber se volta
ou se há volta a dar para voltar
ou se, na volta, há novo ir, ficar, lugar.

São duas? Não... são mais!...
Com todo o vagar para abraçar.
Ao passar, há que ser passarinho,
pousar, dar, apreciar, agradecer,
e seguir, devagar, devagarinho...

Um abraço,
\o/
Maria

Foto: "The Cool Hunter" in ALENTEJO SEMPRE
"A dois minutos da minha aldeia, entre Santa Luzia e Garvão... Um belo arco vegetal, quebrando a monotonia da Paisagem!"
(Felismina Costa, 29/06/2016)

terça-feira, 8 de março de 2016

Por portas de flores



Há portas assim...
que se abrem sem fim,
para campos floridos de fevereiro,
que poderiam ser de janeiro, de março, abril e maio também...
 
Onde brancas borboletas pacíficas brincam com as cores,
bebendo o néctar das flores.
E graciosas mariposas voam ao anoitecer,
por caminhos e rios de luz,
tecendo montanhas de fios até adormecer...

Entrem,
experimentem percorrer :)


Imagem: Campos de fevereiro (1). Fev. 2016, Portugal.



Imagem: Campos de fevereiro (2). Fev. 2016, Portugal.

Imagem: Campos de fevereiro (3). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (4). Fev. 2016, Portugal.



Imagem: Campos de fevereiro (5). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (6). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (7). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (8). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (9). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (10). Fev. 2016, Portugal.
Imagem: Campos de fevereiro (11). Fev. 2016, Portugal.
Até à próxima caminhada!
Maria

terça-feira, 5 de maio de 2015

Entre arribas e giestas floridas...


Caminhando entre o rio e o mar,
entre o campo e a cidade,
lá no alto do monte e das arribas,
entre fortes, 
mantos verdes,
prateados...

Luminosas e festivas,
encontrámos giestas amarelas,
Maias floridas,
tradição de muitas eras,
escondidas à vista e perdidas...

E trouxemos para partilhar,
nos renovar,
e a Primavera, 
celebrar!


 


Até à próxima,
sempre a caminhar... :)
abraço, Maria
 

 
 
📌 Mais:
 
🔗 No FB: Festa das Maias 

🖇️ No Folclore: Os Maios e as Maias
 
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pelos caminhos dos Santórios...


Pelos caminhos onde andei,
aldeias perdidas encontrei...

Vazias de gente cheia de oferendas,
guardiãs de memórias, de partilhas,
pra quem chega e se aconchega...

E à torre do ninho cheguei...
Olhei e lembrei...
a neblina que corre por aí acima!
quando o rio dos Santos se aproxima...

E vi-te vinha, agora adormecida...
E a ti, te espreitei, velha figueira de inverno...

E à sombra da velha nora
do velho poço
outrora, como agora,
de tanto andar à roda,
finalmente parei!
E mais fresca continuei...

E junto de ti,
companheiro e doce diospireiro...
Teu fruto colhi, provei e levei...

E o cheiro
das novas perpétuas,
junto à cheia laranjeira,
crescem e florescem...

E os figos da índia!
Ainda esperando, depois de setembro...

E a velha e redonda romãzeira,
bagos carmim, sumarentos, oferecendo...
dizem que a 1 de novembro, comendo,
sinal de pilim!

E o marmeleiro!
Ao sol, povoado de amarelo,
se estendendo...

E ao longe, entre muros,
pelos caminhos da velha fonte,
lentiscos espreitando...
E a jovem pereira amparando...

E lá ao fundo...
abraçada a ti, oliveira,
silvas e amoras silvestres
contigo convivendo...
juntas, maduras, umas,
muitas, a meio,
crescendo...

E tão perto, o ribeiro...
Cobrindo de musgo teu corpo,
Traje novo!
E verde e maduro, teu fruto,
junto, primeiro que vi assim...

Ao longe... moinhos de vento, soprando,
pra gente apanhar e breve... voltar.




Abraço a todos 
e até aos próximos Santórios!
Maria