Mostrar mensagens com a etiqueta natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta natal. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Beja... princesa da planície doirada!

 

Neste Natal lá fomos mais uma vez de Lisboa a Beja

aos porquinhos e às bolotas!...

 

Imagem: 'Porquinho doce de Natal' by ©Luiz da Rocha

 

O Porquinho doce de Natal é uma das especialidades do centenário café, pastelaria e restaurante, Luiz da Rocha, em Beja.

 

Imagem: Póster afixado no interior do Café Luiz da Rocha, Beja.

 

Para saber mais:

 ✍️ "Luiz da Rocha foi o homem que há mais de um século fundou o café e pastelaria mais apreciados do Baixo Alentejo. Este era natural de Vagos (no distrito de Aveiro) e veio para a cidade de Beja com apenas 14 anos de idade, para a casa do doceiro Baltazar, que confecionava bolos e amêndoas na antiga Rua do Buraco, hoje Rua Dr. Brito Camacho. Foi assim que aprendeu o ofício de doceiro e encontrou os meios que necessitava para se estabelecer por conta própria. Recuperou algumas das receitas dos conventos e com elas adoçou a boca de gerações de bejenses e de pessoas de vários pontos do país, que aqui vinham provar o seus bolos cujas receitas perduram até aos dias de hoje.

Apesar da força do tempo e da história, o Luiz da Rocha modernizou-se e adaptou-se às necessidades presentes, sem nunca perder a sua matriz original, o espírito e a magia que há muito o transformou numa lenda viva da cidade de Beja."

🔗 Luiz da Rocha 📌

Imagem: Natal em Beja, junto ao Luiz da Rocha; Dez.2023.

 

E pelo caminho ficámos ainda a saber mais sobre Beja... princesa da planínie doirada!

E a conhecer a sua Lenda:

"Muito antes dos Lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a sua mesquita árabe, com o seu castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia da caça. Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem.

E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois, no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja.

Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenenado e deitado para o local indicado.

A luta foi tremenda entre as duas feras. Por fim o toiro foi atingido pelos efeitos do veneno. Já mortalmente ferido pelas investidas da serpente monstro foi vencido, o que serviu de bom repasto à serpente vencedora.

Mas... volvidos alguns dias, a serpente fora encontrada morta ao lado dos restos do toiro salvador.

A lenda tem sido transmitida de geração em geração e com certeza não deixará de ser contada enquanto a cabeça do toiro se mantiver no escudo de Beja. Mas dizem os nossos mestres da heráldica:

- Que as águias que fazem parte do escudo indicam a grande importância que Beja teve quando se chamava Pax-Júlia.

- Que o castelo constitui a indicação que Beja foi sempre uma praça forte.

- Que a cabeça do toiro que originou a lenda e que aparece nas armas de Beja atesta a riqueza da região em cabeças de gado e cereais.

- Que as quinas representam nas referidas armas o facto histórico de Beja nunca ter pertencido a particulares."

 (In Beja - princesa da planície dourada. Um lugar de Descoberta. Publicação do Turismo de Beja e da Região de Turismo Planície Dourada.)

 

Sempre a caminhar, sempre a descobrir...

Desejamos a todos, Boas e Doces Festas!

Dezembro, 2023

Abraço 🤗 Maria

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Natal

 "Natal

    Já não sei dizer Natal como sabia,

    quando meu Natal, em minha aldeia,

    era um presépio de musgo e de areia

    e um menino adorando o Deus menino.

    A família inteira, sentada ao borralho,

    fazendo horas para a missa do galo

    nessa noite fria cujo fogo nos aquecia

    e nos dava alento para o ano inteiro.

    Vou reaprender a dizer Natal, este Natal,

    para que possa voltar a ser

    alma de pássaro criança,

    nestas memórias de infância.

    Para que Deus me dê

    nova estrela de Belém

    que nos leve ao mais além.

    Mas serão precisos muitos desses dias

    para que, mais uma vez, possa nascer,

    em figura humana, o meu Messias."
    
José Adelino Maltez (2002). Sphera, Spera, Sperança. Editora Sopa de Letras.

Imagem: "Natal". Beira, Região Centro; Portugal. 2018.

Em Terras de Xisto distantes,
no coração de Portugal,
vagueiam gentes, dores, passos e memórias
próximas de nós.
Lá, nessas terras, ainda há Natividade, Infância...
Ainda há verde, vida, branco...
ainda há Natal, ainda há esperança.

Bom Natal
_/\_
abraço, Maria