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domingo, 17 de novembro de 2013

Por campos e caminhos de montado...



Por campos e caminhos de montado,
entre sobreiros, azinheiras...,

oliveiras, lagares e mais...
onde andámos,

Ao sol de velhos campanários,
tons de azul, verde, dourado...
percorremos.

E o tempo parado,

nos campos e montados...

E o som da vida,
ali ao lado,

E o cante da terra...

Imenso, inacabado.



 
Por caminhos de montado from mariasuzel on Vimeo.




Abraço e obrigada

_/\_

Até à próxima caminhada!

Maria




 
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pelos caminhos dos Santórios...


Pelos caminhos onde andei,
aldeias perdidas encontrei...

Vazias de gente cheia de oferendas,
guardiãs de memórias, de partilhas,
pra quem chega e se aconchega...

E à torre do ninho cheguei...
Olhei e lembrei...
a neblina que corre por aí acima!
quando o rio dos Santos se aproxima...

E vi-te vinha, agora adormecida...
E a ti, te espreitei, velha figueira de inverno...

E à sombra da velha nora
do velho poço
outrora, como agora,
de tanto andar à roda,
finalmente parei!
E mais fresca continuei...

E junto de ti,
companheiro e doce diospireiro...
Teu fruto colhi, provei e levei...

E o cheiro
das novas perpétuas,
junto à cheia laranjeira,
crescem e florescem...

E os figos da índia!
Ainda esperando, depois de setembro...

E a velha e redonda romãzeira,
bagos carmim, sumarentos, oferecendo...
dizem que a 1 de novembro, comendo,
sinal de pilim!

E o marmeleiro!
Ao sol, povoado de amarelo,
se estendendo...

E ao longe, entre muros,
pelos caminhos da velha fonte,
lentiscos espreitando...
E a jovem pereira amparando...

E lá ao fundo...
abraçada a ti, oliveira,
silvas e amoras silvestres
contigo convivendo...
juntas, maduras, umas,
muitas, a meio,
crescendo...

E tão perto, o ribeiro...
Cobrindo de musgo teu corpo,
Traje novo!
E verde e maduro, teu fruto,
junto, primeiro que vi assim...

Ao longe... moinhos de vento, soprando,
pra gente apanhar e breve... voltar.




Abraço a todos 
e até aos próximos Santórios!
Maria

sábado, 31 de agosto de 2013

Vindimece!...



"Agosto amadurece, Setembro vindimece."

(Ditado popular)


Imagem: Vindimas




Quando teus pés, uvas,
estiverem secos, 
tristes e murchos...
E tua pele, bagos,
começa a reduzir,
encolher, diminuir...
Minhas mãos estarão prontas
pra te colher, te receber e transformar...

Recomeçar, com as vindimas,
em todo Portugal, andar, andar... :)

Abraço, Maria


terça-feira, 16 de abril de 2013

Entre arribas...



Caminhando entre arribas, 
dunas, praias e lagoas...


Arribas, com encostas verdes
e dunas floridas
e flores douradas, 
levantando asas,
mais cheias de (en)canto também...

Até outras arribas, chegando,
com vento soprando e levando...
E em calmas lagoas, repousando,
navegando e observando...

Ao longe, um farol, espreitando,
indicando o fim da terra
em promontório aguçado
e por Nossa Senhora do Cabo
protegido e guardado...
 
Abraço a todos,
Maria



 



Arriba Fóssil da Costa da Caparica, 
Arribas do Cabo Espichel, 
praias da Fonte da Telha e do Meco 
e Lagoa de Albufeira. 
(Costa Azul, Setúbal - Portugal)


Mais info:

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: Origem do topónimo Espichel (Cabo Espichel, Portugal)
Wikipédia: Lagoa de Albufeira

Origem do nome Lagoa de Albufeira: (Em árabe, البحيرة - al-buḥayra). De acordo com André Simões, professor de Latim na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, "buhaira" em árabe significa "lagoa", e é o diminutivo de "bahr", que significa "mar", que está no nome do país "Bahrain" (Dois Mares). As aspiradas árabes em português evoluem para "f". No caso da lagoa, claramente perdeu-se a noção do sentido original, e assim ficou "Lagoa da Lagoa". Ou seja... Lagoa de Albufeira. (In Clube Português de Caravanismo, no Facebook)