Olha, lá vai uma lebre!...
Ou será um dinossauro?
Ou um leão mais um dragão?
Ou será um cavalo-marinho
mais seu amigo camaleão?
🙂
Image: 'Paradise' in https://flic.kr/p/2rTRjsN
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Paradise
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Zero de janeiro...
A caminho,
a caminho do 0 de janeiro,
o dia antes do primeiro...
E existe?
Sim...
No universo inteiro!...
Imagem: 'on the way...'
👣
Um abraço, Maria
'Numa fotografia
Não sejas como a névoa, nem quimera.
Demora-te, demora-te assim:
faz do olhar
tempo sem tempo, espaço
limpo - do deserto ou do mar.'
Eugénio de Andrade - Numa Fotografia. In O Outro Nome da Terra.
0 de janeiro
sexta-feira, 21 de março de 2025
Ó papoilas da primaVera!
Ó papoilas dos trigais,
Em ondas de cor…
Em ondas de cor…
Dá vontade de abraçá-las,
Em ondas de flor...
Em ondas de flor...
E andar com elas nas lapelas,
Em ondas de amor...
Em ondas de amor...
E, depois, e, depois, dependurá-las!
Na luz das estrelas...
Na luz das estrelas...
Em ondas de calor...
Em ondas de calor...
🤗
(Adapt. do poema 'As papoilas' de José Gomes Ferreira.)
As papoilas são as lanternas da primavera
e, embora pareça que não,
já começam a pintar,
aqui e ali,
os sítios e caminhos
a andar.
| Fot.: Papoila |
E nos campos,
nos campos começam a despertar
e a alumiar os nossos passos.
Quando passarem,
passem devagarinho
e cuidadosamente,
para não as apagarem!
Que as papoilas são seres sensíveis de luz...
🙏
Dizem que a primavera acontece sempre
quer nós a vejamos ou não!
Por isso as papoilas não se esquecem
e aparecem (nos) como as lanternas que são
🙂
Uma boa e radiante primavera!
Abraço, Maria
quinta-feira, 13 de março de 2025
'Anda sempre com uma lâmpada!'
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Na Terra da Poesia... de Maias...
Fomos à Terra da Poesia ver as Maias...
Giestas de luz, amarelas
florálias naturais, festivais
rituais campindo campos
Maternais, abraçando
alumiando murais...
Imagem: Maias, giestas amarelas... B.B., Portugal, 2024.
"Poesia: Terra de minha mãe
A minha relação com as terras baixas e interiores da Beira é materna, quero eu dizer: poética. A tão grande distância do tempo em que ali vivi os primeiros oito anos da minha vida, o rosto de minha mãe confunde-se com a cor doirada do restolho e daquela terra obscura onde emergem uns penedinhos com giestas à roda, e alguns sobreiros de passo largo a caminho do Alentejo..."
Eugénio de Andrade, PROSA. (Assírio & Alvim, 1ª edição: maio de 2022, p.148)
Imagem: Maias murais :), B.B., Portugal, 2024. "A Folha na Festa
Esta flor/Não é da floresta.Esta flor é da festaEsta é a flor da giesta.É a festa da florE a flor está na festa.(E esta folha?Que folha é esta)Esta folha não é da giesta.Não é folha de flor.Mas está na festa.Na festa da florNa flor da giesta."
Cecília Meireles
📌 Mais:
Giestas em música...
"De entre a paz que há na terraQuando a noite flutuaBrilha a giesta da serraÀ luz branca da lua..."
Muita luz, energia e Maias floridas
Abraços, Maria🙏
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
terça-feira, 26 de dezembro de 2023
Beja... princesa da planície doirada!
Neste Natal lá fomos mais uma vez de Lisboa a Beja
aos porquinhos e às bolotas!...
Imagem: 'Porquinho doce de Natal' by ©Luiz da Rocha
O Porquinho doce de Natal é uma das especialidades do centenário café, pastelaria e restaurante, Luiz da Rocha, em Beja.
Para saber mais:
✍️ "Luiz da Rocha foi o homem que há mais de um século fundou o café e pastelaria mais apreciados do Baixo Alentejo. Este era natural de Vagos (no distrito de Aveiro) e veio para a cidade de Beja com apenas 14 anos de idade, para a casa do doceiro Baltazar, que confecionava bolos e amêndoas na antiga Rua do Buraco, hoje Rua Dr. Brito Camacho. Foi assim que aprendeu o ofício de doceiro e encontrou os meios que necessitava para se estabelecer por conta própria. Recuperou algumas das receitas dos conventos e com elas adoçou a boca de gerações de bejenses e de pessoas de vários pontos do país, que aqui vinham provar o seus bolos cujas receitas perduram até aos dias de hoje.
Apesar da força do tempo e da história, o Luiz da Rocha modernizou-se e adaptou-se às necessidades presentes, sem nunca perder a sua matriz original, o espírito e a magia que há muito o transformou numa lenda viva da cidade de Beja."
🔗 Luiz da Rocha 📌
Imagem: Natal em Beja, junto ao Luiz da Rocha; Dez.2023.
E pelo caminho ficámos ainda a saber mais sobre Beja... princesa da planínie doirada!
E a conhecer a sua Lenda:
"Muito antes dos Lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a sua mesquita árabe, com o seu castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia da caça. Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem.
E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois, no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja.
Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenenado e deitado para o local indicado.
A luta foi tremenda entre as duas feras. Por fim o toiro foi atingido pelos efeitos do veneno. Já mortalmente ferido pelas investidas da serpente monstro foi vencido, o que serviu de bom repasto à serpente vencedora.
Mas... volvidos alguns dias, a serpente fora encontrada morta ao lado dos restos do toiro salvador.
A lenda tem sido transmitida de geração em geração e com certeza não deixará de ser contada enquanto a cabeça do toiro se mantiver no escudo de Beja. Mas dizem os nossos mestres da heráldica:
- Que as águias que fazem parte do escudo indicam a grande importância que Beja teve quando se chamava Pax-Júlia.
- Que o castelo constitui a indicação que Beja foi sempre uma praça forte.
- Que a cabeça do toiro que originou a lenda e que aparece nas armas de Beja atesta a riqueza da região em cabeças de gado e cereais.
- Que as quinas representam nas referidas armas o facto histórico de Beja nunca ter pertencido a particulares."
(In Beja - princesa da planície dourada. Um lugar de Descoberta. Publicação do Turismo de Beja e da Região de Turismo Planície Dourada.)
Sempre a caminhar, sempre a descobrir...
Desejamos a todos, Boas e Doces Festas!
Dezembro, 2023
Abraço 🤗 Maria






