sexta-feira, 21 de março de 2025

Ó papoilas da primaVera!

 

Ó papoilas dos trigais,
Em ondas de cor…
Em ondas de cor…


Dá vontade de abraçá-las,
Em ondas de flor...
Em ondas de flor...


E andar com elas nas lapelas,
Em ondas de amor...
Em ondas de amor...


E, depois, e, depois, dependurá-las!
Na luz das estrelas...
Na luz das estrelas...


Em ondas de calor...
Em ondas de calor...
 

🤗


(Adapt. do poema 'As papoilas' de José Gomes Ferreira.)

 

 

 As papoilas são as lanternas da primavera

e, embora pareça que não, 

já começam a pintar,

aqui e ali,

os sítios e caminhos

a andar.

 

Fot.: Papoila
 

E nos campos,

nos campos começam a despertar

e a alumiar os nossos passos.

Quando passarem,

passem devagarinho

e cuidadosamente,

para não as apagarem!

Que as papoilas são seres sensíveis de luz...

🙏

 

Dizem que a primavera acontece sempre

quer nós a vejamos ou não!

Por isso as papoilas não se esquecem 

e aparecem (nos) como as lanternas que são

🙂

Uma boa e radiante primavera!

Abraço, Maria
 

quinta-feira, 13 de março de 2025

'Anda sempre com uma lâmpada!'


                                          
Image: 'Always Carry a Light Bulb!' in https://flic.kr/p/2qRNhat


 
'Anda sempre com uma lâmpada!'...
 
desenha o caminho a lápis suave,
pinta-o a aguarela,
e 'faz de conta, faz de conta,
vai voando vezes sem conta...' 

🙏
 
Abraços, Maria

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Na Terra da Poesia... de Maias...

 

Fomos à Terra da Poesia ver as Maias...

Giestas de luz, amarelas

florálias naturais, festivais

rituais campindo campos

Maternais, abraçando

alumiando murais...

 

Imagem: Maias, giestas amarelas... B.B., Portugal, 2024.
 

"Poesia: Terra de minha mãe

A minha relação com as terras baixas e interiores da Beira é materna, quero eu dizer: poética. A tão grande distância do tempo em que ali vivi os primeiros oito anos da minha vida, o rosto de minha mãe confunde-se com a cor doirada do restolho e daquela terra obscura onde emergem uns penedinhos com giestas à roda, e alguns sobreiros de passo largo a caminho do Alentejo..."

Eugénio de Andrade, PROSA. (Assírio & Alvim, 1ª edição: maio de 2022, p.148)

 

Imagem: Maias murais :), B.B., Portugal, 2024.

"A Folha na Festa
Esta flor/Não é da floresta.
Esta flor é da festa
Esta é a flor da giesta.
É a festa da flor
E a flor está na festa.
(E esta folha?
Que folha é esta)
Esta folha não é da giesta.
Não é folha de flor.
Mas está na festa.
Na festa da flor
Na flor da giesta."
Cecília Meireles

 

📌 Mais:
Giestas em música...

"De entre a paz que há na terra
Quando a noite flutua
Brilha a giesta da serra
À luz branca da lua..."

 

Muita luz, energia e Maias floridas

🙏

Abraços, Maria

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

2024

 

Voltámos do Natal!

E desejamos a todos um Bom Novo Ano,

cheio de saúde, sorte, paz e prosperidade!

 

Imagem: 'Porquinho doce de Ano Novo' by ©Luiz da Rocha, Beja, Alentejo, Portugal.

 

Votos de Felizes Caminhadas!

Abraços 🤗 Maria

 

 

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Beja... princesa da planície doirada!

 

Neste Natal lá fomos mais uma vez de Lisboa a Beja

aos porquinhos e às bolotas!...

 

Imagem: 'Porquinho doce de Natal' by ©Luiz da Rocha

 

O Porquinho doce de Natal é uma das especialidades do centenário café, pastelaria e restaurante, Luiz da Rocha, em Beja.

 

Imagem: Póster afixado no interior do Café Luiz da Rocha, Beja.

 

Para saber mais:

 ✍️ "Luiz da Rocha foi o homem que há mais de um século fundou o café e pastelaria mais apreciados do Baixo Alentejo. Este era natural de Vagos (no distrito de Aveiro) e veio para a cidade de Beja com apenas 14 anos de idade, para a casa do doceiro Baltazar, que confecionava bolos e amêndoas na antiga Rua do Buraco, hoje Rua Dr. Brito Camacho. Foi assim que aprendeu o ofício de doceiro e encontrou os meios que necessitava para se estabelecer por conta própria. Recuperou algumas das receitas dos conventos e com elas adoçou a boca de gerações de bejenses e de pessoas de vários pontos do país, que aqui vinham provar o seus bolos cujas receitas perduram até aos dias de hoje.

Apesar da força do tempo e da história, o Luiz da Rocha modernizou-se e adaptou-se às necessidades presentes, sem nunca perder a sua matriz original, o espírito e a magia que há muito o transformou numa lenda viva da cidade de Beja."

🔗 Luiz da Rocha 📌

Imagem: Natal em Beja, junto ao Luiz da Rocha; Dez.2023.

 

E pelo caminho ficámos ainda a saber mais sobre Beja... princesa da planínie doirada!

E a conhecer a sua Lenda:

"Muito antes dos Lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a sua mesquita árabe, com o seu castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia da caça. Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem.

E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois, no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja.

Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenenado e deitado para o local indicado.

A luta foi tremenda entre as duas feras. Por fim o toiro foi atingido pelos efeitos do veneno. Já mortalmente ferido pelas investidas da serpente monstro foi vencido, o que serviu de bom repasto à serpente vencedora.

Mas... volvidos alguns dias, a serpente fora encontrada morta ao lado dos restos do toiro salvador.

A lenda tem sido transmitida de geração em geração e com certeza não deixará de ser contada enquanto a cabeça do toiro se mantiver no escudo de Beja. Mas dizem os nossos mestres da heráldica:

- Que as águias que fazem parte do escudo indicam a grande importância que Beja teve quando se chamava Pax-Júlia.

- Que o castelo constitui a indicação que Beja foi sempre uma praça forte.

- Que a cabeça do toiro que originou a lenda e que aparece nas armas de Beja atesta a riqueza da região em cabeças de gado e cereais.

- Que as quinas representam nas referidas armas o facto histórico de Beja nunca ter pertencido a particulares."

 (In Beja - princesa da planície dourada. Um lugar de Descoberta. Publicação do Turismo de Beja e da Região de Turismo Planície Dourada.)

 

Sempre a caminhar, sempre a descobrir...

Desejamos a todos, Boas e Doces Festas!

Dezembro, 2023

Abraço 🤗 Maria

 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Adeus Outono!... Olá Inverno...

Adeus Outono!

Adeus,
soalheiro
marmeleiro
ensolarado
de doirado pintado!...

 

Olá Inverno!

Envergonhado...

 

Bem-vindo, Solstício alumiado!

 

Imagem:
Adeus outono! Adeus marmeleiro ensolarado! In https://flic.kr/p/2pnS4AV

 

E aí vem o solstício chegando e madrugando, às 03:27h (PT) de hoje, 22!
Com ele chega o inverno, ao hemisfério norte, ou o verão, ao hemisfério sul.
Hoje temos a noite mais longa, e o dia mais curto, do ano!
Ou a noite mais curta e o dia mais longo!...
É só uma questão de hemisfério 🙂

Bom Solstício e mudança de estação para todos!

E não esqueçam que até de madrugada há caminhada!...

 

Abraço 🤗 Maria

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Apanhar azeitona... pois!

E subindo a escadas te colho!...

Olive tree
Imagem: Colheita de azeitona com escada e ripa, Portugal. In: 'Harvesting olive trees' - https://flic.kr/p/2piNJsq

E te recolho...

Em panais cá em baixo, deixados

Redondos, como tu, 

Pra te acolher, e repousares, depois...

 

Maria, 🫒 Oliveira pois

Gosto tanto de ti!

Sim, que é preciso gostar

pra não te esquecer e voltar aí...

💚